terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Coisas que espantariam Orwell


A comunidade internacional tem de olhar para esta situação que se tornou num horrível hábito e pressionar até atingir um objectivo que deve passar por uma declaração universal sobre privacidade na Internet, pressionando os EUA a assiná-la e a respeitá-la. Mas não só os EUA, a China e a Rússia também medem forças com os americanos na espionagem informática, um fenómeno sério e grave que devassa a privacidade de qualquer um.

[info: Público]

Erros que se têm pago caros


É o que dá metermos-nos com estranhos. Quando a desgraça bate à porta parecemos baratas tontas e histéricas, sem saber que rumo tomar. Pede-se auxílio a gente que não tem conhecimento nenhum da realidade do País, que só olha para números e contas e por vezes mal. O resultado é a catástrofe que se tem visto, independentemente dos discursos optimistas do Governo que apenas devem convencer o próprio Governo.

[info: Público]

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Vigilância apertada a longo prazo


Depois de acabar o programa de resgate em Junho de 2014 (na melhor das hipóteses - sem apoios suplementares) ainda estaremos mais 22 anos(!) sobre controle da troika, para eles asseverarem que nós pagamos tudo até ao último cêntimo... com juros e comissões!

[info: Público]

memento

"Quando penso no passado, no tipo de coisas que me fizeram, sinto-me furioso, mas, mais uma vez, isso é apenas um sentimento. O cérebro sempre domina e diz-me: tens um tempo limitado de estada na Terra e deves tentar usar esse período para transformar o teu país naquilo que desejas."  Nelson Mandela

domingo, 8 de dezembro de 2013

Costela de tuga

No meio dos destroços e dos escombros provocados pela crise, surgem sempre os oportunistas que como vampiros ou sanguessugas se aproveitam dos desgraçados debilitados economicamente e financeiramente. Estes parasitas que se multiplicam em igual número que os pobres, espalham o terror praticando a extorsão... De repente fiquei a pensar se estava a escrever um argumento para um filme qualquer, tendo como pano de fundo um qualquer país do leste europeu ou da América latina. Mas não, este é o país real. É Portugal no seu esplendor miserável e terceiro-mundista, são os bastidores e o bas-fond de um país corrupto, sujo, porco, que sempre existiu, mas que agora é mais evidente, mais visível, pelo forte contributo do desgoverno e da anarquia a que foi submetido durante anos.

[info: Público]

Contra as forças do mal, manifestar manifestar


(foto: agência Reuters, via Público)

Um milhão em marcha contra o Governo, em Kiev na Ucrânia.

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A verdade vem sempre ao de cima!


Embora não sendo novidade nenhuma, é bom termos um político a exorcizar os seus (e de outros) demónios em forma de livro. Os "estudos", os alertas, são para ter em conta. Mas o medo de perder popularidade, votos e eleições, encontra na política do deixa andar uma arma valiosa. Muito mais tarde, outros apanharão a merda, e nós até somos condecorados pelos serviços de excelência prestados à nação e publicamos um livro de memoires.

[info: Público]

Olha quem para falar de reformados e de reformas!


Uma coisa que me espanta e não tem absoluta explicação é a presença de Passos Coelho. Não sei como é que o convidaram para o congresso da Grande Idade. O maior carrasco dos reformados, o sujeito que implode as reformas dos mais carenciados foi explicar aos "velhos" uma teoria oposta aquela que pratica.

[info: Público]

sábado, 7 de dezembro de 2013

Em nome dos mercados


Este acordo, pela margem mínima de consenso, não é nada bom. A Europa, e sobretudo países com economias pobres, ficarão ainda mais à mercê das grandes potências económicas e da sua avassaladora e insaciável fome para inundarem os mercados pequenos, tornando-os ainda menos competitivos. Não estão salvaguardados alguns aspectos importantes como a mais que certa aposta e deslocação de multinacionais para países como a China, Índia, Brasil, ou Indonésia, por exemplo - e como isso será fatal para outros países, por tudo o que implica uma deslocalização. Não haverá protecção social nem laboral perante a selvajaria dessas potências, quando estas nos invadirem ainda mais. Este "acordo" da OMC trata-se de uma estratégia bem delineada e planeada que terá consequências devastadoras para muitos países, a médio prazo. Trata-se de mais uma inversão. Em nome dos mercados e de um conceito de globalização errado, que apenas premeia os ricos.

[info: Público]

O fascista controlado


O homenzinho que um dia votou contra a libertação de Mandela, prepara-se para ir passear até à África do Sul em representação de Portugal no funeral do líder histórico sul-africano. É uma hipocrisia, mas fica bem. Talvez seja uma forma de expiação ou de retratamento tardio.

[info: Público]

adenda ao post (08/12/2013, 14:36): Venho aqui reconhecer que posso ter feito juízos de valor precipitados: Partindo do princípio que acredito nas palavras de Cavaco Silva, que o mesmo, quando em 1987 era primeiro-ministro de Portugal e na resolução da ONU, defendeu a libertação de Nelson Mandela e de outros presos políticos, defendia também o fim do regime de apartheid, e apenas seria contra a luta armada, devido a uma série de nuances envolvendo a África-austral. Mas como sempre pautou a sua vida com extremas cautelas, e como pacifista que é, votou contra a libertação de Mandela, esquecendo-se de como era segregador e ultra-racial o regime do apartheid, e que Mandela não era nem Jesus nem Ghandi, embora mais tarde tenha perdoado os seus carrascos e opressores.
Como gosto de ser justo e gosto (quase) sempre de dar o benefício da dúvida, decidi pôr aqui umas palavras conciliadoras, ou pacificadoras se preferirem, em relação ao homenzinho e ao post. Tenho consciência que foi de boa vontade (sem esforço) e que, pela primeira vez, defendo (embora de uma forma relativa ou parcial) Cavaco Silva.

[info: Público]

O Futebol


Ainda gosto do futebol. Ainda acredito no futebol como desporto (embora ache que os jogadores são irracionalmente bem pagos). Mas o futebol está doente. O futebol é vítima de uma doença chamada patrocínios, à escala global. É possível que o futebol não sobrevivesse sem patrocínios, mas estes tornaram-se uma praga que ameaça o futebol enquanto desporto. A guerra de interesses dos patrocinadores minam a essência do futebol. As federações de futebol estão reféns dos patrocinadores. Veja-se o exemplo do rocambolesco caso-França no sorteio deste Mundial do Brasil. A FIFA, a maior refém dos patrocínios, enquanto tiver Blatter´s e Platini´s a dirigirem o organismo máximo de futebol, será um feira de fantoches. Outro exemplo de como tudo não passa de uma série de interesses (de como tudo é sujo, uma batotice completa, que anda a reboque de dinheiros de patrocínios que corrompem os manda-chuvas do futebol mundial) é o troféu Bola de Ouro. É tudo uma palhaçada montada. Eu se fosse Cristiano Ronaldo, no caso de ser o vencedor da edição deste ano, nem lá aparecia para receber o "troféu". Recusava simplesmente, como protesto pela forma como tudo foi conduzido, pelas pressões que estão a ser feitas, pela falta de credibilidade da FIFA, e, sobretudo, pela forma como foi mal-tratado enquanto atleta, desportista e profissional. Arsène Wenger é que tem muita razão: Este tipo de troféus faz muito mal à cabecinha dos jogadores.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Contos... de Malamud


Finalmente. Bernard Malamud é editado em Portugal. O Barril Mágico, é o primeiro volume de contos publicado pela editora Cavalo de Ferro.

«Descobri um autor de contos que é o melhor em absoluto, inclusive melhor do que eu.» Flannery O’Connor

«[Bernard Malamud] escreveu quatro ou cinco dos melhores contos da literatura americana que eu alguma vez li (e alguma vez lerei).» Philip Roth

«Malamud ocupa um lugar de honra cimeiro entre os autores americanos contemporâneos.» The Washington Post Book World

O Barril Mágico, distinguido com o National Book Award, é o primeiro volume de contos de Bernard Malamud. As treze histórias que o compõem descrevem um ambiente pobre e urbano, um mundo feito de mediocridade e de sonhos nunca realizados, mas igualmente de momentos de ternura e profunda ironia. Nestas, podem encontrar-se algumas das personagens mais inesquecíveis da literatura; figuras que carregam consigo um destino atávico e arcaico e, ao mesmo tempo, são a expressão da experiência existencial do homem contemporâneo. É o caso de Sobel, o ajudante de sapateiro, na história de vago sabor bíblico que abre o volume («Os sete primeiros anos»), o qual serve resignada e devotamente o seu patrão - como Jacob a Labão -, a troco de pouco ou nenhum dinheiro, apenas pelo amor da filha deste; ou o indolente adolescente do conto «Leitura de Verão», por muitos apontado como uma das melhores histórias alguma vez escritas sobre este período da vida, em que o protagonista, por muito que tente, não consegue escapar à culpa que carrega na sua consciência; ou ainda o rico alfaiate de «o anjo Levine», cujas provações, rivalizando apenas com as de Job, são finalmente recompensadas.

Elogiados por Flannery O'Connor e Isaac Singer, venerados por Philip Roth e Paul Auster, os contos de Bernard Malamud constituem o melhor da literatura norte-americana. Até hoje inéditos entre nós, estão, finalmente, disponíveis.

(fonte: Cavalo de Ferro)

Adeus Madiba!


capa do jornal Público, 06/12/2013

Nelson Mandela deixou-nos. A Humanidade fica mais pobre. Madiba era um grande exemplo de bondade e de humanismo, um símbolo de força e de luta pela liberdade e pela paz. Um líder excepcional, único. Neste momento, o mundo está todo concentrado na partida de Mandela. Vários líderes mundiais já expressaram o seu pesar por esta perda irreparável e o quão Nelson Mandela inspirou as suas vidas. Não duvido destas palavras, apesar das mesmas esbarrarem na circunstância da morte de tão invulgar personagem, que lutou sempre por um mundo melhor. Seria útil para a Humanidade que os líderes mundiais não esquecessem jamais Nelson Mandela espalhando a história e os ensinamentos de Madiba, inspirando as gerações futuras. Que tão enriquecedora e extraordinária experiência passe para além da teoria. Todos ganhariam como homens e mulheres.
Até sempre, Madiba!

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à sexta é com brinde!


Micaela Reis

A palanca

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Nelson Mandela


Nelson Mandela (Madiba)

Advogado, Político

(1918-2013)

[fonte: Wikipédia]

Os intocáveis


Alberto João e outros governantes da Madeira têm um estatuto diferente, o que faz deles cidadãos de primeira. Mas também não pode haver paz onde existe injustiça social.

[info: Público]

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Insubordinação e paulada


Ai não aguentam mais insubordinação e paulada?! Ai aguentam, aguentam! Há que aprender a viver com certas rotinas.

[info: Público]

O proxenetismo é ilegal


Não devemos alimentar certo tipo de coisas. Mas se esta possibilidade se tornar real, a mim, não me resta senão pedir à entidade patronal que me passe um cheque com o ordenado, para que eu me dirija ao banco todos os meses para o levantar. Não custa nada. Alimentar chulos é que não está nos meus planos.

[info: Público]

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Apesar de tudo...

Apesar das políticas deste Governo para o Ensino, através da mente brilhante de Nuno Crato, segundo os dados da OCDE até temos alunos aplicados e que se aproximam da média internacional. Os alunos não desmoralizam perante o panorama do País, apesar de saberem que um dia, muito provavelmente, serão empurrados para fora da sua zona de conforto, para outro país qualquer que lhes ofereça melhores condições e saiba explorar as suas capacidades e potencialidades. Talvez também devido ao cenário muito pouco favorável, os alunos portugueses estejam a tratar das suas vidinhas.

[info: Público]

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Mais hipocrisia sem limites


Assad pode ter cometido crimes de guerra, afirma ONU. in Público, 02/12/2013

A sério?! Não me digam! Eu que julgava que, quase 3 anos de guerra civil; mais de 100 mil mortos; 7 milhões de pessoas afectadas; cerca de 3 milhões de refugiados sírios até ao final do ano (destes, cerca de metade são crianças e jovens); 4,25 milhões de sírios deslocados dentro do próprio país; no final de 2012, o número de refugiados era de apenas 250 mil; a ONU classifica este conflito como tendo causado já "a pior crise de refugiados nos últimos 20 anos"; mais de 6 mil mulheres vítimas de violação, desde o início da guerra civil; 450 mil cristãos foram forçados a deixar a Síria ou estão deslocados internamente*, fossem obra de extra-terrestres.

[info: Público]

*(fonte: Expresso)


Aldous Huxley na Antígona


"Admirável Mundo Novo" é uma parábola fantástica sobre a desumanização dos seres humanos. Na utopia negativa descrita no livro, o Homem foi subjugado pelas suas invenções. A ciência, a tecnologia e a organização social deixaram de estar ao serviço do Homem; tornaram-se os seus amos. Desde a publicação deste livro, o mundo rumou a passos tão largos na direcção errada que, se eu escrevesse hoje a mesma obra, a acção não distaria seiscentos anos do presente, mas somente duzentos. O preço da liberdade, e até da simples humanidade, é a vigilância eterna.

Aldous Huxley

Edição especial da famosa distopia de Aldous Huxley sobre uma sociedade totalitária do futuro, regida pela tecnologia e pelo materialismo e sob a máscara da democracia e da felicidade. Inclui um prefácio de Manuel Portela e a carta enviada pelo autor a George Orwell, aquando da publicação de 1984. 

(fonte: Bertrand)




Numa radiosa manhã de Maio, em 1953, Aldous Huxley tomou pela primeira vez quatro décimos de grama de mescalina, dissolvidos em meio copo de água, sentou-se e aguardou os seus efeitos. Pouco depois, tudo o que o rodeava se transformou. Eis a génese de "As Portas da Percepção" (1954), um dos textos mais inspiradores para a contracultura americana dos anos 60. Registo minucioso de alterações sensoriais e ensaio filosófico que aborda os efeitos libertadores desta substância alucinogénica, é uma obra visionária sobre o funcionamento da mente e o desejo de transcendência do ser humano. Esta edição inclui ainda "Céu e Inferno" (1956), que explora a história e a índole de experiências transcendentais.

(fonte: Antígona)

memento

"A hipocrisia, suprema perversão moral, é o charco podre e dormente que impregna a atmosfera de miasmas mortíferos e que salteia o homem no meio de paisagens ridentes: é o réptil que se arrasta por entre as flores e morde a vítima descuidada."  Alexandre Herculano

domingo, 1 de dezembro de 2013

O Mexefest e a Independência & Soberania


Quase confundia os foliões do Mexefest com os saudosistas nas "celebrações" do dia da Restauração da Independência (1º de Dezembro). É que o Mexefest, que acabou de madrugada, ainda mexia hoje pelo dia afora... E isto por cá, em questões de soberania e independência, anda muito lá por baixo.

[info: Público]

Hipocrisia sem limites


São palavras adequadas à circunstância, ao momento. Mas vindas de Passos Coelho apenas demonstram e reforçam que o primeiro-ministro é um hipócrita que tenta ser actor, mas o seu fingimento já todos nós o conhecemos. Mas não deixa de ser um grande cara-de-pau.

[info: Público]

Com muito jeitinho sem ter de recorrer a vaselina


Diário de Notícias, 30/11/2013

Ele anda por aí. O inteligentíssimo chico-esperto, autor de uma manobra de proeza, digna de massas encefálicas muito avançadas. Vítor Gaspar é muito à frente!

[info: Dinheiro Vivo]

A coisa é explicada em pormenor (como se de uma partida de xadrez se tratasse em que Gaspar está à altura de um Bobby Fischer) aqui: [Câmara Corporativa]